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I walk out in the flowers and feel better

Now I'm gone
I left flowers for you there


pensar que estaria morta enterrada e esquecida me impede de dizer que queria estar em outra epoca outro lugar

e talvez, nao seja a data e o local, talvez cada música especial tenha um universo particular, uma dimensão qualquer geralmente inatingível igual ao sonho que voce sonha quando perde a hora e continua dormindo e passa horas e horas e as vezes passou só um minuto mas tem toda uma história e uma sensaçao na sua cabeça e parece um crime que voce tenha que levantar sacudir espantar os requícios de poesia abstrata de todos os poros

how do you know what’s real and what’s not, when the whole world is inside your head?

lay our love on the ground

Just one more moment, that's all that's needed.
Like wounded soldiers in need of healing


primeiro dia de recomeço, reconheço em mim algo há muito esquecido
mas experimento algo novo e logo de cara erro na dose, meus olhos querem tanto se fechar, e eu quero tanto te ver que não posso evitar a luta pra mante-los abertos

verdade seja dita, não te lembro mais
penso em mim, apenas, o que sobrou, o que se foi, o que reconstruo e o que devo criar

algum dia, talvez, sem querer querendo, encontrarei a mim mesma dentro de mim
vagando sozinha, sinta-me bem e todos os arrependimentos talvez parem de incomodar
se assim for, se minhas preces não forem em vão, poderei enfim cantar-te o que canto pra mim

agradecerei a deus pelos dias negros todos (e parte de mim já agradece) e ainda que deite sem companhia, terei no coração o que já cansei de buscar

e, entao, deitarei a cabeça e dormirei novamente.

tristeza

Ouch I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
Lost myself again and I feel unsafe


eu perco a hora todo dia pro trabalho, porque não consigo fechar um livro, porque não consigo parar de ouvir uma playlist, porque gosto de fumar deitada no sofá, ou porque sinto que deus está mais aqui em casa do que lá fora.

eu leio com um rolo de papel higiênico do lado, pra poder ir picotando e deixando pedacinhos em cada pagina que achar algo bonito, como uma trilha pr'eu seguir mais tarde, caso me perca.

ainda me atrapalho quando perguntam 'tudo bem?' e nunca lembro de perguntar de volta.

continuo não simpatizando com quem não gosta de luzes de natal, ou da paulista semi vazia, ou de sentar lado a lado sem falar nada, absolutamente nada.

mantenho meu estilo de roupa baseado no fator único "usar a peça mais limpa que encontrar".

vez ou outra, escolho o sapato errado e volto mancando.

saio especificamente pra tomar chuva, por uns cinco minutos.

sou incapaz de fazer uma pessoa gostar de mim o suficiente pra vir me ver.

meu mau-humor permanece firme e forte, bem como grosseria gratuita.

não parei de fumar, não voltei a cozinhar, não consegui arrumar o quarto, sofro com insônia, enjoo fácil, e não tenho vontade de trepar com ninguém mais.

o que mudou, afinal? o que posso mudar?

medo de ser feliz.

Que tristeza infinita e imensurável perder a linha-guia num labirinto e conseguir escapar e ver novamente o sol e o céu e toda a beleza do universo.

Me perdoa, meu amor, mas você não passou, não passou no teste, e eu não quero morrer.
As vezes, quando eu recebo um email especialmente grosso e/ou desagradável, eu abro outras janelas pra ler outras coisas, mesmo que seja outros emails na mesma caixa. E, se por alguma razão misteriosa eu tiver que fechar tudo, assim que dá abro de novo.

Creio que as coisas doem menos quando ocorrem frequentemente, entao prefiro levar algum causo a exaustão do que ler rapidinho e fingir que nem liguei. Mesmo porque sou uma dureza na autoenganação... nunca funciona.
What do you call a boomerang that doesn't come back?
Minha amabilíssima roommate muito se enfureceu com a trágica (para ela, é claro) notícia de que meu coração anseia por mudar-se do apartamento que atualmente dividimos com polida indiferença e ocasionais olhares enfurecidos referentes a divisão de coca-colas entre outras coisas na intensidade do conhecido proverbioditadochinesfrancesepiano como o diabo foge da cruz.

Aparte a ausência de vírgulas, bufando fumacinha vermelha pelas orelhas e narinas, a personificação da Grande Massa foi-se para a casa da mamãe (a dela, é claro), mas, E AQUI ENTRA O QUE ME FEZ QUERER ESCREVER NESTA GÉLIDA NOITE, não sem antes trancar o controle remoto em seu próprio quarto.

Aparentemente, ela permanecerá fiel às suas origens 'til the very ending.

tristezas da vida

eu queria estar lá onde eu estava há 12 horas atrás em vez de aqui onde estou 12 horas depois de onde estava. lá, no caso.

12 horas porque se fosse um pouco mais eu ainda estaria insone chorosa e com dor de cabeça e se fosse um pouco menos eu estaria cansada demais pra levantar mas nao teria mais motivo pra continuar deitada porque estaria sozinha.

pardonne moi, pour la tristesse qui m'habite

Eu amo,
porque amar é variar, e
em verdade
toda a razão do amor está
na variedade.


Graça em excesso me causa mal e me espanta, me atrapalha e me alucina.
O que sei e o que faço se baseiam num ciclo definido e estruturado em tudo o que eu não me importo. Eu faço o Errado e sempre acerto comigo que o Certo é melhor ficar guardado. Mesmo que não seja.

Encontro em Um Só o que todo mundo quer em todos, mas meu desejo não morre mesmo tendo Sonho e tendo Beijo, tendo a alma ardente e o coração de poeta. A beleza física e o encanto que não aparece. Tudo.

Não acreditam que assim é que sinto, que assim é que é, e perguntam "então por que?". E me chamam de iludida e idealista mas eu é que sei, eu é que vi. Só não entendo porque a sorte foi minha.

É injusto e absurdo, e eu odeio todo mundo que não vê que o erro tá no fato d'eu não merecer e usam nomes e títulos e olham com desprezo pra quem só errou sendo perfeito. Deviam olhar pra mim assim e me deixar em paz. Se for pra julgar, que compreenda primeiro.

Os erros são meus e não sei até quando vão se repetir porque eu me conheço e atropelo só a vontade alheia, nunca a minha. E se hoje me arrependo, amanha eu esqueço.

Pudesse eu repartir-me e encontrar minha calma fazendo sabe-deus-o-quê.



_

ps.: Et il blesse au plus profond de mon ame

not a case of right and wrong (it's all about to be)

love affairs are just a drag. you should be happy i'm showing interest.
getting a lover or making a friend, wich one is harder?
its great. its great. its great to be human...



Eu tava numa lojinha, né? Cheia de estantes lindinhas (ou não), cheia de cores (probably), cheia de amores e cheia de sonhos e eu não queria estragar a metáfora mas já saí do campo físico então que se foda. E reparando que, claro, pra escrever físico, assim, do jeito certo, f-í-s-i-c-o, eu já fui escrevendo físcio que é muito bonito de escrever mas tenho a ligeira impressão de que nada significa então vou roubar pra mim essa palavra que inventei e vou chamá-la de dor, que é a dor que sinto que é TOTALMENTE físcio.

Então, a lojinha cheia de cores e amores e sonhos. Tava lá, triste e tirste e thirsty, colocando as coisinhas como se fossem livros, e mudando tudo de lugar mas mais que tudo olhando, só olhando, foi tão ruim juntar tudo, queria guardar com carinho, queria guardar pra sempre mas era uma lojinha né, tinha gente mais pra trás, olhando e falando e pegando e jogando fora altas coisas do outro lado e eu não queria ouvir barulho nenhum, odeio barulho, eca eca, era uma lojinha poxa vida, HAVEMOS DE RESPEITAR A LOJINHA DOS OUTROS OU HUMANOS NAO SEREMOS JAMAIS(?) e eu nunca nem udsghreigayasgfyags. Cóf.

Anyway, fiquei lá, me perdendo enquanto olhava igual me perco agora enquanto escrevo e me veio tanto vento tanta força, que derrubou tudo, tudo tudo tudo, e foi tipo furacão em câmera lenta, eu fiquei olhando pro chão, nem quis ver o estrago, só olhando pro chão e toda a minha Dor Substantiva virando pó pela sala toda e eu não sei direito se eu chorei, só sei que minha mãe falava que eu tinha que pegar tudo porque o mundo ia acabar e eu não ia poder falar de Verdade sem ter a verdade nas mãos. Sabe como é que dói?

Fisicamente, como um tiro muito bem dado no fundo do teu coração, daqueles que estoura tudo e rasga a carne do corpo e a carne da alma e é uma desgraça que você não morra, uma desgraça infinita corroendo o que voce ja teve de melhor e tudo o que voce nao acredita mais mas devia acreditar.

E a minha vontade era de fingir que não ouvi nada, ninguém tem nada que vir estragar tudo que eu criei, ninguém tem nada que derrubar tudo e, principalmente, minha mãe também não tem nada que vir me ensinar como é que se resolve quando aquela estantezinha colorida só na minha cabeça (bonita só na minha cabeça e nem tanto assim) foi tudo o que eu consegui fazer em todo esse tempo e no i'm not a loser, eu só queria ficar fucking em paz, queria que nenhum deles tivessem feito isso queria nunca mais ter que escrever porra nenhuma falando como é que eu fiquei depois de todas as coisas tão velhas e mofadas que todo mundo superou e todo mundo esqueceu e todo mundo desencanou e todo mundo usou como degrauzinho pra subir na vida.

Queria que parassem de acreditar que a vida é só casamento, que agora que eles todos estão com os respectivos "homens/mulheres de deus" e filhinhos lindinhos alegrinhos e babentos é que a vida tá completa e então tá tudo muito bem. Não tá tudo muito bem.

E queria que soubessem que minha coleira não tá no metal no meu dedo, não tá no nome no meu braço, tá na ALMA e eu posso sentir outra saliva e sentir outro sexo que meu amor é eterno. Que posso forrar meus tecidos com pó do inferno, que posso manchar meu sangue com outras cores que a minha essência não muda e eu é que sei o que o que eu sinto ("porque só eu estou dentro de mim").

É a única coisa que não coloquei na estante porque não dá pra tirar de mim, e todo o resto que eu coloquei era tudo deus, e eu queria muito e muito e muito, queria como criança mimada, criança envergonhada e triste e desanimada, queria é saber que todo mundo se arrependeu, que tá todo mundo mal, que tá todo mundo chorando porque tirou Deus da minha vida.

Pronto, falei.

what a waste of words

Man, I'm staring at this blank page of my almost blank blog for at least 20 minutes now. I don't know why I keep trying to keep this thing alive when it's so obvious that I'm completly incapable of writing something cool and funny and ironic and deep and other shit I was planning to. Damn you, stupid brain.

It's 5 o'clock now and I don't want to go home because I know SHE will be there and she's not the most nice girl I ever met if you know what I mean. The first thing she told me today when I got back from college was HAVE TO BUY WATER. Not "you have", not "we have", not even someone. Its my turn but I dont understand why I have to buy it as soon as I'm there when everybody else only do it when we are about to die. Ok, its not a big deal but she drives me insane, sometimes.

Anyway, as I already said, its five o'clock, wich means I have to go back and buy that stupid water for my stupid roommate before she burn the apt just to clarify her point. BUT, as I already said too, I DONT WANT TO GO.

I want to use the money to buy COKES AND BEER and maybe a donut (not really cause its too expensive and I'm still not working).

And thats not what I was planning to say, not at all. I wanted to write about how happy I'm most of the time I'm with HIM, and how we are so stupidly in love we want to move together, and then I could say something about sex and life and friends and college and jobs and art and cinema. But. *cough*

Maybe next time.

For now I say I will not write only in english. I was inspired by a friend who said to not spread her blog to the world, so I will not tell. But she writes in english, and I've being wanted to do that since I was *whatever age*, and maybe now is a good time. I like to be a bad writer in portuguese too but, lets face it, I HAVE TO LEARN THAT STUPID LANGUAGE IF I WANT TO HAVE SOME REAL MONEY.

So, if you read something like "may name are josefine" or "me likes too chake", you can correct me. In fact, I ask you to, and do it quickly.

Okey, then? Okey, then. Thank you very much.

emo talking

Ando vagando trombando na rua nas coisas na vida e só penso em sair correndo daqui.
Não sei porque essa canseira mortal de estar cansada de fazer o pouco que mal faço, sei só da vontade louca de ganhar dinheiro, resolver as coisas que adultos resolvem quando querem desaparecer, e me mudar pro Japão.

Hoje eu lembrei que queria ser artista quando crescesse. Artista de verdade, artista que não precisa vender porque quer é Fazer, artista que mostra o Importante pro mundo e não liga pra nada que nao seja belo de Verdade.

Mas nah, o tempo passa, e passo eu, cada vez menor nesse tamanhão de mundo.